terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Pensamento é a porta



Algumas nações têm, por tradição, leis que obrigam seus povos a meditar e a orar; pronunciam seus mantras e sutras e, assim, conservam suas tradições inabaláveis perante os que se lhes opõem. Ainda assim, seus corpos adoecem, suas terras são ameaçadas por invasores e, em outras regiões, a fome e as guerras os consomem. Começam, então, a dar asas às suas fantasias, acreditando em maldição divina e, com a mente cega à Verdade, interpretam as Escrituras Sagradas conforme a alucinação de seu estado emocional alterado. Após a morte de Sakiamuni (o Buda), formaram-se grupos que subdividiram a verdade pregada em várias linhas budistas, transformadas pela influência de outros pensadores. Muitas delas brigam entre si, velada ou abertamente, afirmando, convictas, que somente com seus métodos é que o ser humano poderá romper o carma negativo de sua vida e encontrar a iluminação.
Jesus, no seu retorno a Jerusalém após longas viagens, trouxe conhecimentos importantíssimos que revelou aos seus seguidores, induzindo-os a aplicar a verdade prática em seu cotidiano. Curavam-se, então, a si próprios e conquistavam seus ideais com o perdão que libertava a mente do sofrimento. E até isso, com o tempo, foi sendo transformado nas Escrituras, adaptadas suas frases à época e à conveniência de cada um, eliminando dos Livros Sagrados toda idéia mística porque dava liberdade demais aos homens.
Aprendemos, então, aquilo que as escolas nos ensinam e aquilo que as religiões colocam como verdade.
Não tenho, aqui, nenhuma pretensão de criticar, apenas quero mostrar que podemos resgatar conhecimentos esquecidos que nos possibilitam olhar a vida com mais esperança e mudar o rumo dos acontecimentos.
Se não encontramos as respostas que buscamos em livros ou templos, nem pelas orações e meditações, é porque o ensinamento mais importante não está sendo aplicado: o poder do pensamento.
Muitos livros foram lançados no século XX abordando esse tema para que as pessoas começassem a aplicar o pensar correto em seu cotidiano e observassem, atentamente, as mudanças que ocorreriam em suas vidas, tanto no campo financeiro, quanto no da saúde e até nos relacionamentos familiar e social. Mas a impaciência, o imediatismo e mesmo o sentimento de culpa, este muitas vezes gerado pela religião, fazem com que as pessoas ignorem a porta da sabedoria que é a mente esclarecida. Tudo acontece quando pensamos. O pensamento gera emoções, que geram palavras, que geram comportamentos, que causam conseqüências, boas ou más, para a pessoa e para os outros. Em seguida somos atingidos pelo retorno físico e moral do pensamento que gerou emoções, palavras, ações e conseqüências. A simplicidade dessa
lei de causa e efeito afasta da mente dos homens a possibilidade de ser essa a razão de seus sofrimentos, e, com isso, o aprendizado dessa profunda verdade fica estagnado.
Perceba que, mesmo dentro de sua religião, quer você busque Deus, Darma, Jeová, Jesus, Buda ou Maomé, é através do pensamento que seu coração entra em sintonia com seu Deus. Mesmo para o zen- budismo, que elimina o pensamento através da meditação, é necessário pensar-se para organizar uma postura interna antes de encontrar o vazio e a luz. Quando os pensamentos estão confusos, nada se constrói e as emoções e ações são sempre desastrosas. É como um carro desgovernado.
"Pilotar" a mente não é fácil, pois sofremos influências externas e internas que nos desviam, constantemente, do caminho. Externas porque somos bombardeados pela mídia escrita, falada e televisada com todo tipo de informações, desde as telenovelas nos mostrando traições, corrupção e infidelidades amorosas, até programas que invadem o nosso lar com cenas explícitas de tragédias de todo tipo, como se não bastassem os exemplos negativos de nossos próprios familiares.
E influências internas porque carregamos no nosso inconsciente todas as sensações da infância, as alegrias e os fracassos de nossos pais e antepassados e os medos gerados por nós mesmos devido ao apego às falsas profecias. É a isso que chamo muro sólido e gigantesco, que procuramos transpor com apenas a nossa pequena consciência.
Quando nos conscientizarmos de que possuímos um subconsciente ou uma mente inconsciente, poderemos, então, começar a fazer mudanças em nosso corpo e em nosso ambiente sem ter de mexer com as crenças religiosas de outras pessoas ou mesmo com as nossas.

Do Livro: Linguagem do corpo 2 - Beleza e Saúde, de Cristina Cairo



2 comentários:

  1. Eu, geremias, quero apresentar neste primeiro momento uma forte emoção auler estas paginas que o poder da mente.
    fico munto, agradecido.

    Geremias

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  2. Olá Geremias!
    Seja Sempre bem vindo a essa fonte de conhecimento.

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